A rejeição de palma, também conhecida pelo termo em inglês palm rejection, é a tecnologia que permite encostar a mão na tela do tablet enquanto usamos uma caneta, sem que tenha esse toque reconhecido — ou seja, sem falhas ou interferências no traço.

Mas, ao contrário do que muita gente pensa, essa função não depende só da caneta: ela precisa estar presente na tela do tablet também. Em termos de tecnologia, tudo é uma questão de compatibilidade.

Vamos desmembrar esse assunto?

 

Sobre os Tablets

Cada tablet é fabricado com uma tecnologia própria. Por mais que tenham funções parecidas e às vezes utilizem até o mesmo sistema, cada dispositivo é único, com uma construção pensada propriamente para ele.

Quando o tablet possui uma caneta nativa — seja inclusa na embalagem ou vendida pela própria marca —, uma coisa é certa: ele possui rejeição de palma. Quando ele não tem esse suporte de fábrica, normalmente a rejeição de palma é inexistente, mas ainda é possível utilizar outros tipos de canetas universais.

"Tá bom, mas e essas canetas? Por que a caneta de um não funciona no outro?"

 

Canetas Universais vs. Canetas Dedicadas

O primeiro ponto importante sobre uma caneta para tablet é entender como ela se comunica com a tela.

Existem as canetas universais (ou passivas simples), que são aquelas com uma pontinha de borracha ou um disco de plástico. Elas não têm bateria e apenas imitam o toque do seu dedo. Como o tablet não consegue diferenciar a caneta da sua mão, esse tipo de caneta nunca terá rejeição de palma.

Por outro lado, temos as canetas dedicadas (inteligentes). Elas possuem circuitos eletrônicos internos e foram feitas para conversar diretamente com o hardware do tablet. Ainda assim, é preciso tecnologias específicas e compatíveis para a rejeição de palma acontecer — e, quando acontece, é porque o tablet consegue identificar o sinal único dessas canetas e, no mesmo milissegundo, manda a tela ignorar o toque da sua mão.

E é a partir daqui que o mercado se divide em duas tecnologias totalmente diferentes.

 

Canetas para dispositivos Samsung

A Samsung possui uma tecnologia própria muito específica. A caneta S Pen, por exemplo, é do tipo passiva, e sequer possui bateria interna.

Os tablets da linha Galaxy Tab S, bem como os celulares da linha Ultra, possuem sob a tela uma camada chamada Digitizer. Essa placa é responsável por gerar um campo eletromagnético constante acima da tela.

É aí que a mágica acontece: a S Pen possui uma bobina interna que absorve essa energia magnética do próprio tablet, usa essa força para ligar seus circuitos e devolve um sinal de volta para a tela.

É por isso que as canetas S Pen só funcionam em dispositivos que possuem essa camada especial sob o vidro. Essa tecnologia também garante uma rejeição de palma perfeita, já que a tela reconhece a caneta por magnetismo. O tablet sabe exatamente o que é o que, ignorando o apoio da sua mão enquanto a caneta estiver em contato com a tela.

 

  • 💡 Você sabia? Como a S Pen é alimentada pelo campo magnético da tela, ela consegue ser detectada mesmo sem encostar no vidro (a uma distância de até 1,5 cm). Capas de proteção paralelas que usam ímãs muito fortes na tampa podem interferir nesse campo do tablet, criando "pontos cegos" onde a caneta falha ou fica desalinhada!

 

Canetas compatíveis com iPads

Os tablets da maçã, em contrapartida, possuem telas capacitivas que reconhecem o pulso elétrico de determinados modelos de caneta, o diferenciando do toque da mão.

Como isso funciona? O sistema iPadOS é programado para analisar constantemente o padrão do sinal recebido na tela. Quando ele detecta uma frequência elétrica específica vinda de um ponto minúsculo (que é a ponta da caneta), o algoritmo entra em ação instantaneamente, ativando a rejeição de palma no restante da tela.

Os iPads reconhecem apenas modelos específicos de caneta porque estas possuem um chip que imita exatamente a assinatura elétrica que o iPad espera receber. É por isso que as canetas para iPad com rejeição de palma não são universais, e servem apenas em iPads lançados a partir de 2018 — quando foi lançado o primeiro iPad (fora da linha Pro) com esse hardware específico. Nada disso é por acaso.

 

E as canetas stylus universais?

As telas de celulares e tablets comuns são feitas para reagir apenas à eletricidade estática do corpo humano (o chamado toque capacitivo). Por isso, elas exigem uma área de contato mínima para registrar o comando — mais ou menos do tamanho da ponta de um dedo.

É aí que entram as canetas universais de ponta fina. Elas possuem uma bateria interna que serve única e exclusivamente para gerar um campo elétrico concentrado na sua ponta. Esse campo simula a mesma carga elétrica que um dedo geraria, mas concentrada em um ponto minúsculo.

Na prática, é um truque para "enganar" o aparelho, que reconhece a caneta como se fosse sua própria mão. E é exatamente por isso que essas canetas universais não possuem rejeição de palma.

Como o tablet entende a caneta apenas como o toque de um dedo, se você apoiar a mão na tela enquanto escreve, o sistema vai receber múltiplos comandos ao mesmo tempo. O resultado? A tela fica confusa e o traço começa a falhar ou simplesmente para de funcionar. 

 

Qual escolher para o seu dia a dia?

Se o seu foco é produtividade, estudos ou ilustrações e o seu tablet é compatível, investir em uma caneta dedicada com palm rejection vai mudar completamente a sua experiência. Mas se você tem um dispositivo comum e precisa apenas fazer anotações rápidas ou navegar com mais precisão, as universais quebram um galhão!

Independentemente do seu modelo, aqui na Imagine Cases nós temos as melhores opções de canetas para diferentes dispositivos.

👉 Caneta compatível com iPad com rejeição de palma

👉 Caneta estilo S Pen compatível com Galaxy Tab S

👉 Caneta Stylus Universal

👉 Caneta Capacitiva com Ponta Fina

👉 Luva que proporciona rejeição de palma